Bibliografia:
VIEIRA, Alexandre Thomaz. Funções e papéis da tecnologia na
gestão escolar.
1)Resumo:
O
autor, Alexandre Thomas Vieira, em seu texto: Funções e papéis da tecnologia,
nos mostra os diversos benefícios que as tecnologias podem trazer para o nosso
fazer pedagógico com os alunos, seja em atividades de programação de rotina e
processos, como na organização, registro, acesso, manipulação apresentação de
informações e aplicativos, de comunicação e acesso à base de dados via e-mail e
internet, entre outros...
Vieira
deixa claro também que esse trabalho só se concretizará de fato, quando nós
professores dominarmos os conceitos e as práticas relacionadas com a
tecnologia, transpondo-as para o nosso trabalho pedagógico e aplicando-as no
cotidiano da sala de aula.
E
por isso Vieira em vários trechos do texto, mostra a importância do papel do
GESTOR nessa formação, pois por mais que saibamos que nos encontramos na era
digital, na era da informação, ainda existe certa resistência, por parte de nós
professores, em aceitar o “novo”, e muitas vezes isso se dá, por falta de
conhecimento, de como fazer essa articulação entre os conteúdos, e as novas tecnológicas
(aprender a fazer *1). E isso perpassa
pelo encorajamento, o estímulo, o trabalho coletivo, a formação continuada no
ambiente de trabalho, que necessita diretamente da intervenção do GESTOR
“líder”, que deve ser visto como um aliado nesse processo de inserção de algo “novo”,
e que esse tenha a capacidade de “encantar”, conquistar e envolver todos nesse
processo de mudança de pensamento e de quebra de paradigmas. Por isso a inclusão
das “novas tecnologias” na escola deve ser algo bem planejado, com objetivos
claros, onde todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem utilizem essas
“novas ferramentas” por que aceitam e as dominam bem e veem sentido nessa
articulação: ENSINO-APRENDIZAGEM X TICS (aprender
a conhecer*2)
*1.
Aprender a fazer - mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar
mesmo na busca de acertar.
*2.
Aprender a conhecer- indica o interesse, a abertura para o conhecimento,
que verdadeiramente liberta da ignorância.
Ambos
fazem parte dos quatro Pilares da Educação.
DELORS,
Jacques (Coord.). Os quatro pilares da educação. In: Educação: um tesouro a
descobrir. São Paulo: Cortezo. p. 89-102.
2)
Citações principais do texto:
“O grande problema em foco da gestão escolar
é saber como a tecnologia pode ser um grande aliado da equipe de direção e
coordenação da escola.” (VIEIRA, Alexandre Thomaz. Funções e
papéis da tecnologia na gestão escolar, página 01)
“O conhecimento tem caráter humano
e é mais amplo, mais profundo do que dados e informações. Quando nos referimos
a indivíduos, informados e que têm conhecimentos sobre um determinado assunto,
o mesmo não pode dizer de manuais e livros. Esses últimos podem até estar
repletos de informações, mas não de conhecimento, ou seja, para produzir
conhecimento é necessário que haja mentes que trabalhem. Além de incorporar
experiências, valores, informações contextualizadas, insights, conhecimentos
pressupõe que o conhecimento proporcione uma estrutura capaz de avaliar e
incorporar novas experiências e informações.” (VIEIRA, Alexandre Thomaz. Funções e papéis da tecnologia na gestão
escolar, página 03)
“Se pretendemos ter um ambiente com
tecnologia em que o conhecimento possa fluir constantemente, temos que criar
condições para que determinado conhecimento possa ser acessado, sejam em
relações diretas (presenciais ou virtuais) entre pessoas que os detêm –
simplesmente porque trabalham juntas, no mesmo ambiente ou a partir de
reflexões que realizam a respeito de rotinas e procedimentos já estruturados em
uma instituição escolar.” (VIEIRA, Alexandre Thomaz. Funções e
papéis da tecnologia na gestão escolar, página 05)
“A prática de trabalho dos
professores, usualmente bastante isolada nas salas de aula, dificulta
sobremaneira a criação de uma cultura de colaboração; por isso, há necessidade
de o gestor planejar a existência de momentos de troca de experiências entre
professores (e funcionários)”. (VIEIRA, Alexandre Thomaz. Funções e
papéis da tecnologia na gestão escolar, página 06)
“A produção de uma informação, a
partir de dados, envolve uma clara intenção daquele que produz a informação.
Quando um sistema é implementado em culturas organizacionais previamente
estabelecidas, a forma pela qual as informações são organizadas e produzidas
interage com a cultura já existente, criando situações que resultam em sintonia
e reforço ou em dissonância e oposição. Tudo isso aponta para a necessidade de
clareza e coesão da equipe sobre os objetivos pretendidos pela organização.” (VIEIRA, Alexandre Thomaz. Funções e papéis da tecnologia na gestão
escolar, página 08)
3)Comentários
(parecer e crítica):
A
meu a ver a interposição das TICS só tem a acrescentar
ao nosso fazer pedagógico, como também é colocado com propriedade pelo próprio
autor: “Sabemos dos vários benefícios que
a tecnologia pode gerar no trabalho pedagógico com o aluno, seja em atividades
de programação de rotina e processos, como na organização, registro, acesso,
manipulação apresentação de informações e aplicativos, de comunicação e acesso
à base de dados via e-mail e internet.”. (VIEIRA,
Alexandre Thomaz. Funções e papéis da tecnologia na gestão escolar, página 01)
As
TICS tornam nosso trabalho mais dinâmico, atrativo e em consonância com todas
as mudanças que vem ocorrendo na sociedade devido às evoluções tecnológicas. E a
escola com locus de formação não pode fugir disso, ela necessitada caminhar
junto a todas as mudanças ocorridas na sociedade, tornando-se um verdadeiro
espaço de formação, de cidadania, de transformação.
4)Questionamentos
(questões levantadas e dúvidas):
Como
podemos transformar a escola num espaço de troca de experiências, se ainda
dentro desse “espaço coletivo”, ainda há posturas individualistas, amarradas a
práticas demasiadamente tradicionais, que não consegue enxergar o “novo” como
uma nova perspectiva de ensinar e aprender?
Como
os Gestores podem interferir de forma democrática, nessa dificuldade encontrada
por alguns componentes da comunidade escolar, sejam eles: professores, pais,
alunos entre outros segmentos, a aceitar tais mudanças, de forma consciente e
colaborativa?
Como
tornar o espaço da coordenação pedagógica, num espaço de formação continuada, se
muitos gestores estão mais preocupados com questões administrativas do que com
questões pedagógicas?
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